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O que faz a procura por passaportes caribenhos aumentar ?

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A demanda por cidadania e passaportes das nações caribenhas é sempre alta. Quais são ao fatores que fazem com que os países do Caribe seja tão cobiçados .

A facilidade e a eficiência no mercado de cidadania por investimento(CPI) fazem dos países caribenhos destinos de grande relevância . Desde 1984 , a pequena St.Kitts & Nevis abriu um programa de cidadania por investimento. Atualmente cinco nações da região ( Antigua & Barbuda , Dominica , Granada , St.Kitts &Nevis e St.Lucia ) oferecem o programa CPI , que garantem bilhões de dólares em vendas de cidadania.

Não é necessário ser um bilionário para poder adquirir uma segunda por CPI. Com apenas US$100.000 dólares ,em doação,  é possível obter cidadania em Antigua e St.Lucia. Nos demais países , os valores através de doação ou por compra no mercado imobiliário, também são bem acessíveis .

Os passaportes destes países são considerados passaportes poderosos, ou seja, são passaportes que concedem entrada em diversos países, o que é bastante benéfico para quem pretende ter cada vez mais liberdade para viajar.

As incertezas no cenário mundial levam a uma demanda por uma segunda cidadania. A situação de confinamento e isolamento social e de retração econômica global , causada pelo COVID-19, fez aumentar a conscientização da importância de uma segunda cidadania e do planejamento de residência no exterior como um plano de apoio.

A instabilidade politica como resultado de conflitos, a violência que ameaça a segurança são fatores preponderantes de movimentos de emigração. Regimes fiscais prejudicais e o controle de capital restringem a movimentação de ativos financeiros de indivíduos de alto patrimônio liquido.

A migração de investimentos está sendo impulsionada pelos seguintes eventos ao redor do mundo. Estes países também são os maiores mercados criando demanda por segunda cidadania e passaportes

Nigéria – Agitação civil e instabilidade sócio-econômica.  

Síria – Guerra Civil em andamento, combates que duram mais de 10 anos , esfacelamento total da nação , sem ordenamento econômico, político, jurídico e social

África do Sul – Desaceleração econômica causada por forte desigualdade social, altas taxas de desemprego combinadas com o impacto pandêmico no país.

Egito – Desaceleração econômica causada por conflitos políticos internos combinadas com o impacto pandêmico no país.

Líbano – Desvalorização monetária, controles de capital, acesso limitado aos depósitos bancários, condições sócio-político-econômicas adversas que geram incertezas sobre o futuro.

Índia – Regime fiscal prejudicial, controles de capital e extrema desigualdade econômica 

Afegansitão – Retorno do regime Talibã ao poder, com prováveis retrocessos sócio-econômicos 

Estados Unidos – Falha no controle da propagação do COVID-19 internamente , proposta governamental em tributar os ricos com impostos mais altos sobre ganhos de capital, declínio do poder de passaporte dos EUA. Muitos americanos procuram cada vez mais a diversificação sócio-econômica. 

União Européia – Elevação da carga tributária em boa parte de seus países membros , ressaltando que há uma grande variação na cobrança de impostos nos países membros.

Reino Unido – Insatisfação com a saída da UE e elevado custo de vida.

Hong Kong – Crescente indefinição  sobre a interferência de Beijing em sistema jurídico

Turquia – Desvalorização cambial e instabilidade econômica 

Brasil – Polarização política que causa instabilidade econômica e disrupção social

Belarus – Instabilidade política, protestos e sanções internacionais 

Irã – Desaceleração econômica e sanções internacionais